RADIOLOGIA DIGITAL

O que é?

Comparativamente com a Radiologia Convencional, através de sofisticadas técnicas e equipamentos de alta performance, a Radiografia Digital representa atualmente um importante avanço tecnológico, produzindo imagens de alta resolução e proporcionando assim um aumento de qualidade.

Uma ampola gera um feixe de raios-X que são transmitidos através da área do paciente a estudar, indo impressionar uma placa radiográfica, a qual é depois revelada e transmitida para uma central computorizada de trabalho (workstation) para ser processada e trabalhada. As imagens são depois interpretadas por médico especialista em Radiologia, utilizando monitores de alta definição. Posteriormente as imagens poderão ser impressas em papel-película de alta resolução ou gravadas em CD. 

Preparação

Sem indicações especiais. O paciente deverá acompanhar-se sempre de exames anteriormente realizados. 

Realização do exame

O exame é efetuado com o paciente deitado numa mesa, sentado ou de pé, conforme a área a estudar. Normalmente tem contacto visual com o técnico durante a sua realização, embora na altura da obtenção da imagem este se posicione atrás de uma proteção de vidro. Terá sempre possibilidade de comunicar com o pessoal técnico/médico durante o exame, devendo contudo fazê-lo apenas quando falarem consigo para evitar qualquer movimento. A sala de exame é iluminada e ventilada permanentemente durante o exame. 

Durante o “disparo” e produção do feixe de raios-X o equipamento faz um ruído rápido que não chega a ser incomodativo. O exame normalmente leva alguns instantes, sendo fundamental que se mantenha imóvel (o funcionamento é semelhante à obtenção de uma fotografia, pelo que qualquer movimento poderá levar à obtenção de imagens desfocadas e sem qualidade diagnóstica, obrigando à sua repetição). 

O exame é geralmente indolor, excetuando alguns casos em que há fraturas ou luxações e o posicionamento do paciente poderá originar alguma pequena dor ou mal-estar. 

Poderão ser realizados dois tipos de exames: com e sem contraste. Neste último são usadas determinadas substâncias ingeridas ou injetadas, sendo possível assim contrastar diferentes órgãos ou estruturas vasculares e obtendo-se imagens com melhor acuidade diagnóstica. 

Sem Contraste

- Raio-X Crânio e Face

- Raio-X Mastoides

- Raio-X Seios perinasais e ossos do nariz

- Raio-X Articulação temporomandibular

- Raio-X Cavum faríngeo

- Raio-X Sela Turca

- Raio-X Coluna Vertebral

- Raio-X Coluna em filme extralongo

- Raio-X Bacia, ancas e sacroilíacas

- Raio-X Torácico

- Raio-X Ossos do membro superior

- Raio-X Ossos do membro inferior

- Raio-X Esqueleto

- Raio-X Métrico dos membros inferiores

- Ortopantomografia facial

- Telerradiografia de face

- Estudo cefalométrico

Com Contraste 

- Clister opaco (duplo contraste)

- Trânsito esófago-gastro-duodenal

- Trânsito intestinal

- Enteroclise

- Urografia intravenosa

- Pielografia ascendente

- Cistografia

- Histerossalpingografia

- Galactografia

- Sialografia

- Fistulografia

- Cavernografia

- Artrografia 

Raio-X do tórax

É tipicamente realizado como primeiro teste imagiológico de rastreio ou “check-up”, assim como em pacientes com sintomas de dificuldade respiratória, tosse seca, produtiva ou persistente, febre, dor torácica, insuficiência cardíaca, contusão torácica e em grande número de patologias e doenças 

Raio-X de estruturas ósseas

Provavelmente o uso mais comum da radiografia óssea é o de ajudar o clínico a identificar e tratar fraturas. Imagens radiográficas do crânio, coluna, articulações e extremidades, são realizadas a cada minuto e todos os dias nos bancos de urgência hospitalar, em centros de medicina desportiva, em clínicas ortopédicas e em gabinetes médicos. 

As imagens obtidas após incidente traumático podem revelar fraturas ou alterações osteoarticulares, enquanto que as obtidas após tratamento podem assegurar se a fratura está perfeitamente alinhada e estabilizada. O raio-X osteoarticular dá também informações essenciais na cirurgia ortopédica, revelando se o material de fixação interna (tais como placas e parafusos) ou eventuais próteses articulares, estão perfeitamente implantados. 

As imagens radiográficas também podem ser usadas para diagnosticar e monitorizar a progressão de doenças degenerativas como as artrites. Podem também ter um papel importante na deteção e diagnóstico de cancros, embora a TAC e a RMN forneçam melhor definição e informação quanto às suas características, natureza, extensão e relação com as estruturas vizinhas. 

Severa osteoporose também pode ser visível nos radiogramas, embora a densitometria forneça uma informação mais precoce e quantitativa da densidade e respetiva perda mineral óssea. 

Radiologia Dentária

Ortopantomografia

É uma técnica radiológica para visualização dos maxilares, dentes e articulação temporomandibular numa só película. O exame é adquirido num equipamento radiológico específico, estando o paciente na posição vertical e sendo posicionado corretamente com a ajuda de técnico especializado. Seguidamente um braço mecânico articulado roda em torno da cabeça adquirindo deste modo a imagem numa película. O exame é indolor. 

Cefalometria

É igualmente uma técnica radiológica para obtenção de uma radiografia de perfil estrito do crânio, para obtenção de determinadas dimensões específicas englobando o crânio, a face e as articulações temporomandibulares. 

O exame é adquirido num equipamento radiológico específico, estando o paciente na posição vertical e sendo posicionado corretamente com a ajuda de técnico especializado. Seguidamente será emitida uma breve radiação para obtenção de uma imagem radiográfica final do perfil do crânio. O exame é indolor. 

Em ambos os exames deverá permanecer imóvel aquando da obtenção da imagem, altura em que o técnico permanecerá atrás de um vidro de proteção. 

Clister opaco (sem ou com duplo contraste) 

O que é?

Neste tipo de exame muito pequenas doses de radiação controladas pelo técnico são passadas através do corpo. Diferentes tecidos – tais como osso, vasos sanguíneos, músculos e outros tecidos moles – absorvem as radiações de raio-X em diferentes níveis. Quando uma película especial é exposta aos raio-X absorvidos, uma imagem detalhada dessas estruturas abdominais é capturada. 

Os tecidos do trato intestinal baixo são similares em densidade. Por isso é necessário um material de contraste para fornecer detalhes do interior do cólon. Bário líquido, uma solução metálica densa e não absorvível, é introduzido no cólon através de uma cânula endorretal. O bário irá contrastar e forrar o interior do reto e do cólon (eventualmente parte do intestino delgado e apêndice), produzindo uma imagem nítida e bem definida. Por vezes é posteriormente introduzido ar para obter uma imagem em duplo contraste (ar/barium). 

Indicações

Este exame é habitualmente requisitado pelos clínicos para despiste de lesões ulcerosas, tumores benignos (pólipos, por exemplo), cancros, ou quando estão presentes sinais de determinadas doenças intestinais. É também muitas vezes requisitado em pacientes sofrendo de diarreia crónica, obstipação, síndrome de cólon irritável, presença de sangue nas fezes, perda de peso inexplicável, alterações do trânsito intestinal ou em casos de anemias e suspeita de perda sanguínea oculta. É também realizado no diagnóstico de determinadas doenças inflamatórias intestinais, tais como Doença de Crohn ou colite ulcerosa. 

Preparação

Para a sua realização será necessário uma preparação prévia que será fornecida aquando da marcação do exame. Consiste basicamente em estar praticamente em jejum no dia anterior ao exame, ingerindo apenas substâncias liquidas tais como sumos, chá, café preto ou cola, evitando produtos derivados do leite. Depois da meia-noite não deverá ser ingerido nada. Ser-lhe-á indicado o uso de produtos laxantes (líquidos ou em comprimidos) e a realização de clisteres de limpeza para uma adequada preparação intestinal para obtenção de imagens de qualidade. Poderá tomar mediação habitual oral com pequenas quantidades de água. 

Riscos

É um exame com poucos riscos, sendo a complicação mais habitual a impactação do barium causando ligeira obstipação, devendo por isso o paciente ingerir água abundante após a realização do exame. Raramente ocorrem casos de perfuração intestinal. Nestas situações e quando há possibilidade desta situação poder ocorrer, são usados produtos contrastados à base de soluções iodadas em vez do barium. Embora as doses de radiação utilizadas sejam minimizadas ao mínimo, pacientes grávidas não deverão realizar este exame.

Na Dr. Campos Costa, os profissionais estão disponíveis para esclarecer todas as suas dúvidas e garantir que o exame decorre da forma mais confortável possível.

Seja pontual. Se por qualquer razão não puder comparecer no dia e hora marcados, informe-nos através do telefone 223 400 900.